Atividade Física

Atividade Física - Parte 3

Exercício nem sempre é bem vindo.

Dependendo do estado metabólico da pessoa, a atividade física deve ser postergada. Alguns indivíduos devem, inicialmente, ser tratados para que seu metabolismo seja ajustado antes de iniciar um programa de exercícios. É o caso de quem tem anemia e, portanto, deficiência de distribuição corporal do nutriente mais vital para nossa vida: o oxigênio. Estimular a atividade física na pessoa anêmica traz efeitos negativos ao seu organismo.

Da mesma forma, dependendo do nível de pressão arterial ou mesmo dos níveis de glicose no sangue, dentre outras possibilidades, é necessário controlar melhor esses fatores antes de submeter o organismo ao exercício.

Lesões em articulações específicas nem sempre contra-indicam a atividade física, desde que poupem a articulação lesionada, ou a trabalhem de forma terapêutica. A avaliação médica e do fisioterapeuta é fundamental nesses casos.

Exercício para emagrecimento

Uma das recomendações mais comuns para quem quer emagrecer é: faça exercícios! Realmente, a prática de exercícios é muito importante para esse fim, mas há considerações a serem feitas.

Uma pessoa obesa pode ter muitos desequilíbrios no metabolismo e, às vezes, necessitam de ajustes antes de iniciar a prática. Uma pessoa obesa se exercitando sem avaliação médica tem maior risco (comparado ao de peso normal) de ter lesões articulares, dentre outros problemas.

É importante lembrar que há treinamento específico para quem quer ganhar massa muscular, para quem quer perder gordura, para quem quer trabalhar com o sistema cardiovascular, reduzir a glicemia, triglicérides, etc...

Uma avaliação associando o médico, nutricionista, fisioterapeuta e educador físico pode ser importante para ajustar o treino aos objetivos propostos.

Vale lembrar também que, via de regra, os exercícios para quem deseja emagrecer são, predominantemente, de intensidade leve a moderada e por tempo prolongado (pelo menos 40 min), mas desde que a saúde dessa pessoa permita manter esse tempo.

Sinta o coração

Nesse caso, não me refiro às emoções, mas sim aos batimentos cardíacos. Eles são ótimos indicadores sobre o tipo de treino que estamos executando.

Quando contraímos nossos músculos, para a produção de energia, é necessário oxigênio. O oxigênio chega pelo sangue (carregado pelas células vermelhas). Quem impulsiona o sangue é o coração. Assim, quanto maior a atividade muscular, maior é a necessidade de oxigênio muscular e, portanto, maior o número de vezes por minuto que o coração bate (freqüência cardíaca).

Via de regra, atividades com freqüência cardíaca elevada (trabalho muscular intenso) levam ao consumo do combustível energético (carboidrato, gordura, proteína) que está dentro do próprio músculo, pois é o que está mais próximo da fibra muscular em atividade. Esse tipo de trabalho tem efeitos particulares na pressão arterial e vasos sanguíneos, dentre outros resultados. Geralmente esse tipo de treinamento é indicado para quem está com boa saúde, pois tende a sobrecarregar mais o organismo e elevar a pressão arterial.

A freqüência cardíaca leve/moderada tende a remover com mais eficiência o combustível energético do sangue, favorecendo o consumo da glicose, dos triglicérides e a remoção da gordura corporal.

É possível e, muitas vezes desejável, trabalhar com freqüências cardíacas alternadas, mas isso deve ser determinado pelo seu médico em conjunto com o treinador físico.

O cálculo de freqüência cardíaca para treino pode ser feito por fórmula matemática, onde a idade é fator preponderante no cálculo. Há testes excelentes, como o ergoespirométrico (teste de esforço cardiopulmonar), que pode ser utilizado para planejamento do treino.

Dessa forma, tenha em mente que, dependendo do objetivo, o tipo de treinamento pode ser completamente diferente.

Para quem faz atividade física:

1- Avalie seu estado clínico e nutricional. Deficiências, como a de ferro, podem impedir o trabalho muscular adequado e a anemia, assim como outros problemas metabólicos, contra-indicar o exercício;

2- A atividade física não deve ser excessiva, pois isso causa lesões de tecidos, desgastes articulares e alterações metabólicas nocivas;

3- A atividade física não deve ser insuficiente. Algumas pessoas passeiam pensando que estão se exercitando. Se não há estímulo suficiente, não é possível chegar ao resultado almejado;

4- Mantenha sua urina sempre clara. Quando falta água, a urina fica escura. Sem água, todo metabolismo é afetado negativamente;

5- Não deixe o carboidrato faltar. Ele é fator determinante do tempo que o músculo treinado consegue se manter em atividade;

6- Coma de 3 em 3 horas. Se você fica muito tempo sem comer, o músculo é utilizado para ser transformado em carboidrato;

7- Via de regra, o carboidrato é o nutriente fundamental para ser utilizado após o treino, e não a proteína;

8- Não utilize suplemento de proteínas sem avaliar sua real necessidade;

9- Durma, mas não de barriga cheia! O hormônio de crescimento é produzido à noite e é importante para otimizar o efeito da atividade física nos músculos.

10- Emoção, ritmo de vida, estresse e fadiga são fatores fundamentais para avaliar junto ao treino, pois eles todos estão associados com hormônios que podem alterar positivamente, ou negativamente, o ganho de massa muscular.

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